Logo que recebi a notícia de estar com uma doença que pouco me interessava buscar informações como o câncer, percebi que essa é somente uma das que a medicina já tem diversas formas de combater por remédios desenvolvidos em laboratórios ou por cirurgia. Porém, existem outras que o único remédio que pode trazer a cura é algo dentro de nos.
Histórias como a da pequena Lara nos faz refletir e mostrar que o vida de outras pessoas podem estar presente dentro de nos. Este caso é o transplante de medula óssea. Um procedimento simples indolor que pode salvar a vida de alguém que muito precisa.
Como funciona a doação?
Passo a Passo para se tornar um Doador Voluntário de Medula Óssea
Ser um doador é muito simples!
Você precisa ter entre 18 e 54 anos, estar em bom estado de saúde e não ter histórico de Câncer, Hepatite e HIV.
1° Passo: Cadastre-se:
O cadastro consiste no preenchimento de uma ficha de identificação com dados de contato. Também será realizada a coleta de um simples exame de sangue para o teste de compatibilidade (tipagem HLA). Este exame de sangue não consiste na DOAÇÃO da medula óssea, apenas no cadastro de possível doador.
Seus dados e sua tipagem HLA serão cadastrados no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME).
2° Passo: Se você for convocado:
Se aparecer um paciente com a medula compatível com a sua, você será convocado.
Será necessário realizar novos testes sanguíneos para a confirmação da compatibilidade. Se a compatibilidade for confirmada, você será avaliado por um médico e decidirá sobre a doação.
É muito importante o doador manter o REDOME atualizado com os seus dados cadastrais. Caso houver mudança de telefone ou endereço, comunique alteração no hemocentro que você fez o cadastro.
Como é feita a doação?
Após a confirmação da compatibilidade entre o doador e receptor e confirmada a decisão sobre a doação , o resultado é encaminhado ao centro transplantador , e é lançada a possível data do transplante. Confirmada a data, o centro que coletará a medula do doador desencadeará a realização dos exames clínicos, laboratoriais e de imagens do doador, ou seja, a realização do work up do doador.
O potencial doador deve ser avaliado com exame físico e testes laboratorias, a fim de garantir a segurança do receptor, evitando transmissão de doenças, bem como a segurança do próprio doador.
Essa avaliação deve considerar idade, sexo, doenças crônicas, avaliação das funções hepáticas e renal, tipagem ABO e HLA, sorologias, vacinações recentes, teste de gravidez, radiografia de tórax, eletrocardiograma e avaliação psiquiátrica.
Existem duas formas de doar as células progenitoras ou células-mãe da medula óssea. Uma relacionada à coleta das células diretamente de dentro da medula óssea (nos ossos da bacia) e a outra por filtração de células-mãe que passam pelas veias (aférese). ??1) A coleta direta da medula óssea é realizada com agulha especial e seringa na região da bacia . Retira-se uma quantidade de medula (tutano do osso) equivalente à uma bolsa de sangue.
Para que o doador não sinta dor, é realizada anestesia e o procedimento dura em média 60 minutos. A sensação do doador é de média intensidade e permanece em média por uma semana (2 a 14 dias), semelhante a uma queda ou uma injeção oleosa. Não fica cicatriz, apenas a marca de 3 a 5 furos de agulhas. É importante destacar que não é uma cirurgia, ou seja, não há corte, nem pontos. O doador fica em observação por um dia e pode retornar para sua casa no dia seguinte.
2) A coleta pela veia é realizada pela máquina de aférese. O doador recebe um medicamento por 5 dias que estimula a multiplicação das células- mãe. Essas células migram da medula para as veias e são filtradas. O processo de filtração dura em média 4 horas, até que se obtenha o número adequado de células. O efeito colateral mais frequente deste procedimento é devido ao uso do medicamento ,que em alguns doadores pode dar dor no corpo, como uma gripe.
Coleta das células progenitoras estimuladas pela máquina de aférese
É necessária a avaliação pela enfermagem do acesso venoso periférico do doador.
Os riscos para o doador são praticamente inexistentes. Até hoje não há nenhum relato de nenhum acidente grave devido a esse procedimento. No caso da punção diretamente dos ossos da bacia, os doadores de medula óssea costumam relatar um pouco de dor no local da punção.
O médico vai informar sobre qual a melhor forma de coleta de células. Dependendo da doença e da fase em que se encontra, o paciente pode se beneficiar mais com uma forma de doação.
O transplante só será realizado quando o paciente estiver pronto para recebê-lo, esta resolução cabe ao médico que está acompanhando o paciente.
O doador por possuir uma medula sadia e bom estado de saúde, reconstituirá o que doou rapidamente e poderá voltar às atividades normais. Em casos especiais e raros, como compatibilidade com outra pessoa, o doador poderá doar novamente a medula óssea.
Informações retiradas do site do AMEO - Associação da Medula Óssea http://www.ameo.org.br/
Alguns acreditam que seja muito invasivo sair distribuindo partes do nosso corpo para outras pessoas, devemos respeitar e aceitar esta opinião, mas graças a Deus a quantidade de pessoas que pensam assim ainda são bem inferiores das que desejam o bem do próximo.
Espero que consiga convencer alguém em se tornar mais um doador, ou melhor, mais um anjo enviado para salvar uma vida que tanto precisa.
Deixem o seu comentário, vamos expor nossos problemas porque sempre existe a esperança de alguém passar por algo parecido e precisar de força ou ter alguma informação que possa nos ajudar.